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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Curiosidades - Cientistas encontram fóssil de tubarão de dez metros nos EUA

Os restos fossilizados de um tubarão de dez metros de comprimento foram encontrados por cientistas americanos no Estado do Kansas. Os pesquisadores desenterraram um pedaço do osso da mandíbula, dentes e escamas do tubarão que teria vivido há cerca de 89 milhões de anos. Paleontologistas já sabiam da existência do predador, mas a descoberta sugere que ele era muito maior do que o previsto anteriormente.
Na semana passada os cientistas também divulgaram detalhes de outra descoberta, um peixe gigante que comia apenas plâncton e viveu há cerca de cem milhões de anos. Mas, este novo peixe, o Ptychodus mortoni, era maior e mais feroz, e seu alimento era carne. O predador pode ter sido o maior animal consumidor de moluscos que já habitou a Terra.
Kenshu Shimada, da Universidade DePaul, de Chicago, encontrou os fósseis e afirma que o pedaço do osso da mandíbula é gigantesco. "Apesar de representar apenas uma parte do corpo do tubarão, os fragmentos do osso da mandíbula são gigantescos. Estima-se que o comprimento da mandíbula era de quase um metro, e isso sugere que tubarão poderia chegar pelo menos aos dez metros de comprimento", afirmou o cientista.


Tubarão lixa


Devido à falta de um esqueleto completo, é difícil visualizar a aparência do tubarão. Mas, Shimada suspeita que o corpo do predador era muito parecido com o corpo do tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum), com sua cabeça larga e arredondada e o corpo robusto.
No entanto, os dentes e o estilo de vida do tubarão pré-histórico seriam muito diferentes do tubarão moderno. Centenas de dentes fortes estariam alinhados nas partes de baixo e de cima da boca do tubarão pré-histórico, o que permitiria que o predador fosse capaz de esmagar moluscos.

"Isto, por sua vez, sugere que o P. mortoni provavelmente era um tubarão que vive no fundo do mar, vagaroso, ao invés de ser um nadador rápido e ágil", afirmou o pesquisador. No entanto, ainda não se sabe a razão do predador ser tão grande.

"O aparecimento de grandes ptychodontids coincide aproximadamente com a época em que muitos outros tipos de organismos, incluindo moluscos e outros peixes, ficaram maiores", disse Shimada.

"Claramente, os recursos alimentícios devem ter sido abundantes no ecossistema marinho para alimentar estes organismos tão grandes."


Mar interior


Kenshu Shimada e seus colegas encontraram os restos fossilizados do tubarão em rochas calcárias do Estado do Kansas. "Naquela época o Kansas estava no meio de um mar interior (...) que se estendia na direção norte-sul pela América do Norte", afirmou.
Estes peixes foram extintos junto com os dinossauros. Depois do desaparecimento destes peixes do ecossistema marinho, peixes cartilaginosos como as grandes arraias, tubarões gigantes e tubarões-baleia começaram a se adaptar para assumir o papel ecológico semelhante ao dos peixes gigantes pré-históricos.


Informação retirada do site:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4289277-EI238,00-Cientistas+encontram+fossil+de+tubarao+de+dez+metros+nos+EUA.html

Curiosidades - Paleontólogos desenterram crânio raro de mamute

Em 02 de setembro de 2008 palenteólogos desenterraram, no sul da França, o fóssil "extremamente raro" do crânio de um mamute.
De acordo com os pesquisadores Frederic Macombat e Dock Mol, a peça está bem preservada e poderá ajudar especialistas a entender melhor as etapas da evolução do animal, extinto há cerca de 8 mil anos.
O crânio teria pertencido a um mamute-da-estepe macho, espécie que habitou a Terra há cerca de 400 mil anos, durante a idade Pleistocena Média.
Segundo os especialistas, até hoje foram encontrados vários dentes de mamutes-da-estepe, mas apenas um punhado de esqueletos havia sido desenterrado e, nestes casos, o crânio raramente foi achado intacto.
O animal tinha cerca de 35 anos quando morreu e media 3,7 metros de altura, segundo estimativas dos pesquisadores.

'Elo perdido'

O mamute-da-estepe é vital para entender as etapas da evolução dos mamutes. A espécie representa a fase de transição entre o mamute meridional ou ancestral e o mamute lanudo.

"A espécie é muito importante porque não sabemos muito sobre a idade Pleistocena Média", disse Mol, do Museu de História Natural de Roterdã, na Holanda, em entrevista à BBC News.

"Vários sedimentos sofreram erosão e não conhecemos muitas localidades onde podemos descobrir novos fósseis. Precisamos encontrar o que chamamos de 'o elo perdido'", na evolução do mamute.

O mamute meridional teria vivido em savanas e se alimentado de frutos de árvores e arbustos. Já os dentes molares encontrados no mamute-da-estepe e no lanudo indicam que estas espécies estavam adaptadas ao pasto.
Os pesquisadores agora devem transportar o crânio em um caminhão para o museu Crozatier, perto de Auvergne, onde a descoberta foi feita.







Informação retirada do site:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL744803-5603,00-PALEONTOLOGOS+DESENTERRAM+CRANIO+RARO+DE+MAMUTE.html