terça-feira, 23 de agosto de 2011

Introdução



De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs-BRASIL, 1998) a interdisciplinaridade é definida como a dimensão que



(...) questiona a segmentação entre os diferentes campos do conhecimento produzida por uma abordagem que não leva em conta a inter-relação e a influência entre eles, questiona a visão compartimentada (disciplinar) da realidade sobre a qual a escola, tal como é conhecida, historicamente se constituiu (BRASIL, 1998, p. 30).





Segundo Japiassu (1976) interdisciplinaridade consiste em um ensino coordenado e cooperativo onde há interação de disciplinas científicas. Trata-se do redimensionamento epistemológico das disciplinas científicas e da reformulação total das estruturas pedagógicas de ensino, de forma a possibilitar que as diferentes disciplinas se interajam em um processo de intensiva reflexão.



Essa concepção de educação pressupõe educadores extremamente críticos, aberto para a cooperação, o intercâmbio entre as diferentes disciplinas e com uma visão ampla e interligada dos conteúdos. À medida que fica claro o seu sentido com a prática que possibilita a escola investir coletivamente na elaboração de conhecimentos significativos, torna-se possível uma nova atitude pedagógica e a luta pela reformulação das estruturas de ensino (BOVO, 2004).



Os jogos didáticos são um instrumento ímpar na construção dessa nova atitude pedagógica porque, para Visalberghi (1975 apud Santos, 2010), o jogo cria uma predisposição para aprender. Isto porque desafia, liberta, enquanto normatiza, organiza e integra. O ato de jogar é em essência movimento, porque impõe uma ação, uma dinâmica própria, durante a qual o jogador apresenta mudanças qualitativas em relação ao seu comportamento, sentimento, aprendizagem, ou forma de expressão; assim, quando joga, pode nele surgir alegria, seriedade, criação, liberdade, tudo simultaneamente.



A atividade lúdica é educativa quando além de despertar o interesse, oferece condições de observação, associação, escolha, julgamento, emissão de impressões, classificação, estabelecimento de relações e, sobretudo, tomada de decisões. Para Carneiro (1995), todo jogo é em princípio educativo, e se realizado livremente torna-se prazeroso, mutável e arriscado.



Entretanto, as experiências pessoais das autoras apontam que por mais que a interdisciplinaridade seja base de uma nova atitude pedagógica e que os jogos didáticos sejam um instrumento precioso nesse processo de mudança, na maioria das vezes, eles ainda são permeados pela visão tradicional do sistema ensino-aprendizagem, ou seja, há a fragmentação dos conteúdos e não a inter-relação entre eles.



Por isso, o presente trabalho visa à construção de um jogo didático que contempla as disciplinas de ecologia, genética e paleontologia, com o intuito de cooperar com a mudança pedagógica por meio de um jogo interdisciplinar que permitirá ao aluno possuir uma visão ampla e relacionada dessas três matérias.



A paleontologia, a genética e a ecologia foram escolhidas, pois é possível se interlaçarem quando reconstruímos a evolução. A Genética explica as mutações que permitiram e ainda permitem as adaptações e o surgimento de novas características, bem como a ecologia influencia os animais a se modificarem e também se modificam com eles e, por fim, a paleontologia, cujo objeto de estudo é os fósseis que contribuem de forma ímpar para o estudo da história da evolução.







Referências Bibliográficas





BOVO, M. C. Interdisciplinaridade e Transversalidade como dimensões da Ação pedagógica. Maringá: Revista Urutágua - Revista Acadêmica Multidisciplinar, v. 07, 03 dez. 2004. Quadrimestral. Disponível em: . Acesso em: 19 ago. 2011.





BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais de ciências naturais e biologia. Brasília: MEC/SEF, 1998.





CARNEIRO, M. A. B. Por que utilizamos o jogo? São Paulo: PUC, sem data.





JAPIASSU, H. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.





SANTOS, V. B. Jogos e Ciências em Interdisciplinaridade na perspectiva dos temas transversais: exemplo dos puzzles com fósforos. Disponível em: http://www.fae.ufmg.br/abrapec/viempec/viempec/CR2/p929.pdf. Acesso em: 18/08/2011.





Curiosidades - Cientista norte-americano e artista holandesa criam 'pele' à prova de bala


Células humanas e seda especial foram usados na confecção. Material resistiu a disparos com balas de calibre 22.
Um cientista da Universidade Estadual de Utah, nos Estados Unidos, com a ajuda de uma artista holandesa, criou uma mistura de seda com pele humana capaz de resistir ao disparo de balas.
Randy Lewis forneceu fios fornecidos por bichos-de-seda geneticamente manipulados a Jalila Essaidi, que confeccionou a 'superpele' usando também células de pele humana. Os animais foram alterados para produzir a seda típica de teias de aranhas, que é mais resistente.
Após testes com projéteis de calibre 22, o material se mostrou resistente aos disparos e não se rompeu, ainda que as balas tenham penetrado em parte das camadas da 'pele'.
Lewis acredita que a seda produzida por aranhas possa ajudar cirurgiões a curar ferimentos graves e criar tendões e ligamentos artificiais no futuro. Durante outro estudo, ele já havia aplicado genes de aranhas em cabras para obter um leite carregado com largas quantidades da proteína responsável pela produção da seda.




'Pele' artificial com seda aguenta disparos de balas
com calibre 22. (Foto: Jalila Essaidi / AP Photo)



Informação retirada do site:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/08/cientista-norte-americano-e-artista-holandesa-criam-pele-prova-de-bala.html

Curiosidades - Cientistas descobrem fósseis de ser vivo de 3,4 bilhões de anos


Uma equipe científica encontrou nas rochas do oeste da Austrália fósseis que indicam a presença de micróbios que viveram há 3,4 bilhões de anos em um mundo sem oxigênio e que proliferavam graças a compostos à base de enxofre.

"Temos por fim uma boa prova de vida com mais de 3,4 bilhões de anos. Isso confirma que na época havia bactérias que viviam sem oxigênio", declarou o professor Martin Brasier, da Universidade de Oxford, que participou destas pesquisas dirigidas por David Wacey, da Universidade da Austrália Ocidental.

"São os fósseis mais antigos achados na Terra", afirmou a Universidade de Oxford em um comunicado. A Terra tem 4,5 bilhões de anos. A vida surgiu entre 3,5 e 3,8 bilhões de anos, segundo os pesquisadores anteriores. Os fósseis descobertos por David Wacey e sua equipe em uma das praias mais antigas da Terra, em um lugar chamado "Strandley Pool", estão incrustados em microscópicos cristais de pirita, de minerais à base de sulfeto de ferro, segundo o estudo.

Estes cristais seriam o efeito da atividade biológica (metabolismo) dos microorganismos fósseis. Os cientistas acreditam estar certos sobre a idade dos fósseis, já que as rochas sedimentares onde os encontraram foram formadas entre dois episódios vulcânicos.

"Isso limita a algumas dezenas de milhões de anos o intervalo de tempo no qual os fósseis puderam se formar", afirma o professor Brasier. Ele enfatiza que os microfósseis foram submetidos a provas que demonstram que as formas detectadas na rocha são de natureza biológica e que não são o resultado de um processo de mineralização. Foram observadas estruturas similares a células.

"Pela primeira vez achamos em rochas arqueanas uma associação direta entre uma morfologia celular e subprodutos do metabolismo", concluem os pesquisadores. Há 3,4 bilhões de anos, a Terra era um lugar quente, com uma forte atividade vulcânica, e a temperatura dos oceanos alcançava os 40 a 50°C.

Atualmente, afirma o professor Brasier, ainda existem bactérias que utilizam mais enxofre do que oxigênio para carregar de energia e proliferar. São encontradas principalmente em lugares quentes como chaminés hidrotermais, no fundo dos oceanos.





Os fósseis indicam a presença de micróbios que viviam sem oxigênio
Foto: AFP PHOTO / NATURE/ DAVID WACEY/AFP


Informação retirada do site:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5306570-EI8147,00-Cientistas+descobrem+fosseis+de+ser+vivo+de+bilhoes+de+anos.html

Curiosidades - Pelos humanos têm origem em garras de répteis

De acordo com um novo estudo que descobriu genes capilares em lagartos e pássaros, nossos pelos se originam das garras dos répteis. Anteriormente, cientistas acreditavam que os mamíferos haviam sido os primeiros a possuírem pelos.
O pelo, que proporciona isolamento e proteção, é visto como uma das principais inovações evolucionárias, o que levou ao êxito dos mamíferos. Mas as origens do pelo datam de um réptil ancestral desconhecido, que viveu há mais de 300 milhões de anos, na era Paleozóica, segundo o novo estudo.
A equipe liderada por Leopold Eckhart da Universidade Médica de Viena, Áustria, fez a descoberta comparando genes de humanos, de galinhas e de lagartos Polychrotidae.No genoma dos lagartos foram encontrados seis genes diferentes de queratina capilar, a proteína da qual o pelo de mamíferos é feito. Os genes tinham expressão mais forte nos polegares dos lagartos, indicando que os primeiros genes capilares desempenharam um papel na formação das garras, segundo relata a equipe do estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Pelo menos duas dessas queratinas protéicas capilares são geradas na zona de crescimento das garras," disse Eckhart.

Enquanto o papel dos outros quatro genes capilares permanece incerto, é provável que estejam relacionados ao crescimento das escamas, disse a equipe do estudo. O genoma da galinha revelou um único gene capilar. Ainda é desconhecida a função, se houver, desse gene.

Criaturas com crescimento de cabelo
As descobertas sugerem que os mamíferos, répteis e pássaros modernos - assim como os dinossauros - compartilharam um ancestral comum com garras de queratina capilar, disse Eckhart.

"Na verdade, seria mais apropriado chamar essas proteínas de queratinas de garras, que mais tarde adquiriram um papel adicional com o pelo," disse. Eckhart especula que a evolução capilar começou com as queratinas de garras que mais tarde foram adaptadas na forma de escamas, das quais os primeiros pelos surgiram.

Os primeiros pelos de barba podem até ter se desenvolvido em répteis, disse Eckhart. "No entanto, não acho muito provável," acrescentou. "Se estiveram presentes, me pergunto por que os répteis modernos não mais os têm. Se os pelos fossem úteis, não teriam perdido."

Gunter Wagner, professor de biologia evolucionária da Universidade de Yale, disse que o novo estudo mostra que o crescimento dos pelos não está limitado à existência de genes de queratina. Apenas em mamíferos, no entanto, a queratina se desenvolve como filamentos.

"A teoria estabelecida era a de que você tem cabelo por possuir a queratina capilar específica, mas o problema era (na verdade) como compactar essas queratinas em estruturas longas e finas," disse Wagner.

Similarmente, ele disse, um estudo recente mostrou que os pássaros compartilharam queratinas que produzem penas com um antigo ancestral de crocodilos sem penas.


Informação retirada do site:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3360614-EI8147,00-Pelos+humanos+tem+origem+em+garras+de+repteis.html

Curiosidades - Tiranossauro Rex tinha parasita comuns aos pássaros

O Tiranossauro Rex, o mais temido dos dinossauros, era afetado por um parasita que ainda hoje infecta os pássaros, conclui um estudo de paleontologistas americanos publicado nesta terça-feira pela revista PLoS.
Os pesquisadores chegaram a esta conclusão ao observar marcas em Sue, o maior e mais bem conservado fóssil de Tiranossauro Rex, exposto no Museu Field de Chicago, norte dos Estados Unidos.
Este fóssil tem buracos na mandíbula que até o momento eram atribuídos a combates com outros dinossauros, mas os pesquisadores concluíram que são sequelas de uma severa infecção provocada pelo Trichomonas gallinae, um protozoário que hoje causa lesões graves na parte inferior dos bicos de aves de rapina.

Modelo criado pelo escultor Brian Cooley........................................... Na imagem, o crânio do Tiranossauro Rex
Foto: Museu Field de Chicago/Divulgação

representa a cabeça de Sue ainda vivo
............................................. Foto: Museu Field de Chicago/Divulgação


Informação retirada do site: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4011483-EI238,00-Tiranossauro+Rex+tinha+parasita+comum+aos+passaros.html

Curiosidades - Cientistas encontram fóssil de tubarão de dez metros nos EUA

Os restos fossilizados de um tubarão de dez metros de comprimento foram encontrados por cientistas americanos no Estado do Kansas. Os pesquisadores desenterraram um pedaço do osso da mandíbula, dentes e escamas do tubarão que teria vivido há cerca de 89 milhões de anos. Paleontologistas já sabiam da existência do predador, mas a descoberta sugere que ele era muito maior do que o previsto anteriormente.
Na semana passada os cientistas também divulgaram detalhes de outra descoberta, um peixe gigante que comia apenas plâncton e viveu há cerca de cem milhões de anos. Mas, este novo peixe, o Ptychodus mortoni, era maior e mais feroz, e seu alimento era carne. O predador pode ter sido o maior animal consumidor de moluscos que já habitou a Terra.
Kenshu Shimada, da Universidade DePaul, de Chicago, encontrou os fósseis e afirma que o pedaço do osso da mandíbula é gigantesco. "Apesar de representar apenas uma parte do corpo do tubarão, os fragmentos do osso da mandíbula são gigantescos. Estima-se que o comprimento da mandíbula era de quase um metro, e isso sugere que tubarão poderia chegar pelo menos aos dez metros de comprimento", afirmou o cientista.


Tubarão lixa


Devido à falta de um esqueleto completo, é difícil visualizar a aparência do tubarão. Mas, Shimada suspeita que o corpo do predador era muito parecido com o corpo do tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum), com sua cabeça larga e arredondada e o corpo robusto.
No entanto, os dentes e o estilo de vida do tubarão pré-histórico seriam muito diferentes do tubarão moderno. Centenas de dentes fortes estariam alinhados nas partes de baixo e de cima da boca do tubarão pré-histórico, o que permitiria que o predador fosse capaz de esmagar moluscos.

"Isto, por sua vez, sugere que o P. mortoni provavelmente era um tubarão que vive no fundo do mar, vagaroso, ao invés de ser um nadador rápido e ágil", afirmou o pesquisador. No entanto, ainda não se sabe a razão do predador ser tão grande.

"O aparecimento de grandes ptychodontids coincide aproximadamente com a época em que muitos outros tipos de organismos, incluindo moluscos e outros peixes, ficaram maiores", disse Shimada.

"Claramente, os recursos alimentícios devem ter sido abundantes no ecossistema marinho para alimentar estes organismos tão grandes."


Mar interior


Kenshu Shimada e seus colegas encontraram os restos fossilizados do tubarão em rochas calcárias do Estado do Kansas. "Naquela época o Kansas estava no meio de um mar interior (...) que se estendia na direção norte-sul pela América do Norte", afirmou.
Estes peixes foram extintos junto com os dinossauros. Depois do desaparecimento destes peixes do ecossistema marinho, peixes cartilaginosos como as grandes arraias, tubarões gigantes e tubarões-baleia começaram a se adaptar para assumir o papel ecológico semelhante ao dos peixes gigantes pré-históricos.


Informação retirada do site:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4289277-EI238,00-Cientistas+encontram+fossil+de+tubarao+de+dez+metros+nos+EUA.html

Curiosidades - Paleontólogos desenterram crânio raro de mamute

Em 02 de setembro de 2008 palenteólogos desenterraram, no sul da França, o fóssil "extremamente raro" do crânio de um mamute.
De acordo com os pesquisadores Frederic Macombat e Dock Mol, a peça está bem preservada e poderá ajudar especialistas a entender melhor as etapas da evolução do animal, extinto há cerca de 8 mil anos.
O crânio teria pertencido a um mamute-da-estepe macho, espécie que habitou a Terra há cerca de 400 mil anos, durante a idade Pleistocena Média.
Segundo os especialistas, até hoje foram encontrados vários dentes de mamutes-da-estepe, mas apenas um punhado de esqueletos havia sido desenterrado e, nestes casos, o crânio raramente foi achado intacto.
O animal tinha cerca de 35 anos quando morreu e media 3,7 metros de altura, segundo estimativas dos pesquisadores.

'Elo perdido'

O mamute-da-estepe é vital para entender as etapas da evolução dos mamutes. A espécie representa a fase de transição entre o mamute meridional ou ancestral e o mamute lanudo.

"A espécie é muito importante porque não sabemos muito sobre a idade Pleistocena Média", disse Mol, do Museu de História Natural de Roterdã, na Holanda, em entrevista à BBC News.

"Vários sedimentos sofreram erosão e não conhecemos muitas localidades onde podemos descobrir novos fósseis. Precisamos encontrar o que chamamos de 'o elo perdido'", na evolução do mamute.

O mamute meridional teria vivido em savanas e se alimentado de frutos de árvores e arbustos. Já os dentes molares encontrados no mamute-da-estepe e no lanudo indicam que estas espécies estavam adaptadas ao pasto.
Os pesquisadores agora devem transportar o crânio em um caminhão para o museu Crozatier, perto de Auvergne, onde a descoberta foi feita.







Informação retirada do site:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL744803-5603,00-PALEONTOLOGOS+DESENTERRAM+CRANIO+RARO+DE+MAMUTE.html